Quando a Mente adoece o Corpo: Uma visão integrativa e holística.

 

Ilustração de uma pessoa em paz representando a conexão entre mente e corpo.

A medicina moderna tem alcançado
feitos extraordinários no tratamento de doenças físicas, no entanto,
frequentemente negligencia a profunda conexão entre o estado emocional e a
saúde física.

A ideia de que “mente e corpo são entidades
separadas” tem dado lugar a uma compreensão mais profunda: o ser humano é um
sistema complexo e interdependente.

Quando a mente adoece –
através do estresse crônico, ansiedade, traumas não processados ou emoções
reprimidas – o corpo, inevitavelmente sente e responde, manifestando o
sofrimento psíquico por meio de sintomas físicos reais.

O adoecimento psicossomático
não é uma “invenção” do paciente, mas sim uma manifestação física real de um
conflito emocional subjacente.

Doenças de pele, distúrbios
gastrointestinais, dores crônicas, enxaquecas e baixa imunidade são exemplos
claros de como emoções não processadas encontram no corpo um terreno para se
expressarem. Ignorar esse fato é tratar o sintoma, não a causa.

Diante disso, surge a
necessidade urgente de uma visão integrativa e holística da saúde. Esta
abordagem não foca apenas na patologia física, mas enxerga o indivíduo como um
todo: corpo, mente, emoções e espírito.

Ao unir o conhecimento médico
tradicional com terapias complementares, a visão integrativa busca o
reequilíbrio do ser, compreendendo que a cura genuína ocorre quando tratamos a
pessoa, não apenas a doença.

Este artigo se propõe a explorar
como o sofrimento mental se converte em somatização e de que forma o
autocuidado holístico pode restaurar a harmonia entre o que sentimos e o que
manifestamos fisicamente.

Segundo Pereira (2010), as
doenças físicas são provocadas por um estado emocional perturbado, fazendo o
corpo se esforçar para manter a harmonia, alterando a sua química, prejudicando
o organismo.

O acúmulo de sentimentos
negativos, reprimidos, gera consequências físicas como a ansiedade, depressão.

É tão certo de que o emocional tem influência nos
sintomas físicos, que quando uma pessoa é curada de certa enfermidade e em
pouco tempo a doença retorna, provavelmente, isso acontece porque faltou curar
a raiz do problema, o que provocou o seu aparecimento, ou seja problemas
emocionais.

Conforme aponta Moromizato
(2008), a somatização de problemas pode causar enfermidades no corpo como:
infarto, pressão alta, bronquite, asma, ganho de peso, gastrite, úlcera e
outras mais.

Tratamento e Diagnóstico

As doenças psicossomáticas
embora apresentem condições complexas, misturando sintomas físicos com causas
psicológicas, podem ser tratadas obtendo a cura, desde que trate, também, o
lado emocional, conflituoso, para não ter uma recidiva.

A Psicoterapia tem um
papel fundamental nesse processo de cura, aliada com a Medicina.

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode
auxiliar no reconhecimento e mudanças de padrões de pensamento que fomentam as
enfermidades.

Aprender a controlar o
estresse e as emoções é fundamental para a recuperação do paciente, através,
também, de prática de atividades físicas aeróbicas como ciclismo, corrida,
natação ou a prática de musculação, yoga.

O importante é se movimentar.

O exercício físico ajuda a
aumentar a endorfina, hormônio do prazer e da felicidade. Ele atua como um
remédio natural, ajudando no bem-estar físico e emocional, reduzindo o
estresse, baixando o cortisol, hormônio da ansiedade e alivia dores e
desconforto físico.

A atividade física libera,
também, outros importantes neurotransmissores como a serotonina que regula o sono
e o humor e a dopamina que dá a motivação.

Bertone (2009) argumenta que
as terapias de contenção ajudam, também, os pacientes a terem controle do
estresse, fazendo com que eles expressem seus sentimentos e preocupações, na
busca de uma solução adequada para seus problemas.

No caso de crianças, menores
de idade, o tratamento deve ocorrer, também, com os pais, pois o problema
diagnosticado na criança pode indicar conflitos relacionais na família.

Eric Berne cita 5 emoções
básicas que são: raiva, medo, tristeza, alegria e afeto.

Nosso corpo reage de acordo
com o estímulo que recebe pelas circunstâncias e intensidade, acarretando uma
dessas 5 emoções básicas.

Esses sentimentos podem ser
transmitidos através da palavra.

É através da comunicação que
nos relacionamos com o próximo e a palavra tem o poder enorme de nos
influenciar tanto para o lado positivo quanto para o lado negativo.

Por isso, antes de nos
expressarmos, devemos avaliar se o que vamos falar vai ser algo construtivo ou
destrutivo.

A linguagem corporal, também,
transmite muito o que se passa conosco no interior.

Quando não estamos satisfeitos
com algo, o nosso semblante já revela a nossa insatisfação e quando recebemos
alguma notícia boa, nossa face já se transforma com um sorriso.

Quando estamos diante de um
obstáculo, o primeiro sentimento que vem é a raiva, e ela faz a gente reagir através
da defesa, superação ou agressão.

Quando enfrentamos um perigo,
ficamos com medo e, consequentemente, iremos lutar ou fugir.

Quando passamos por algum tipo
de perda, o primeiro sentimento que surge é a tristeza, que pode levar à
depressão e à melancolia.

Mas, com o tempo, a dor torna-se
mais branda e abre espaço para a superação.


Causas e sintomas de algumas
doenças psicossomáticas de acordo com a Terapia Holística

“Entre as diversas manifestações
possíveis, escolhi focar em duas que afetam profundamente o nosso bem-estar: a
rinite
e a
insônia.”

Vou falar, primeiro, da rinite.

Rinite é a
inflamação da mucosa nasal (causando espirros, coceira e coriza), geralmente
alérgica.

De acordo com a visão
holística, a rinite pode ser um sinal de que seu ego está irritado com alguém do
seu convívio.

Isso acontece, provavelmente,
porque essa pessoa está invadindo seu espaço, transformando essa frustração em
uma ‘inflamação mental’ que se manifesta no corpo.

E, para vivermos bem, devemos
estar em paz com tudo e todos.

A cura real começa quando exercitamos o
respeito e aceitamos as pessoas como elas são. Afinal, cada um de nós se encontra
em um estágio evolutivo diferente.

Não precisamos concordar com
tudo, mas é fundamental compreender que não adianta impor nossas ideias.

Devemos, sim, estabelecer
limites. Se não concordamos com algo, devemos expressar nosso ponto de vista
sem a expectativa de que o outro aceite.

Respeitar o livre-arbítrio alheio
é, acima de tudo, um ato de cura para nossa própria mente.”


Insônia

A insônia é um distúrbio do
sono caracterizado pela dificuldade persistente em adormecer, manter o sono
durante a noite ou acordar muito cedo e não conseguir voltar a dormir.

Tudo isso gerando cansaço e
sonolência durante o dia.

Segundo a Terapia Holística,
uma das causas dela pode ser excesso de preocupação com o futuro. Preocupações,
inseguranças e tensão.

O que fazer?

1.  Cultive
a presença (Mindfulness)

Se a
insônia e a rinite nascem do estresse e da preocupação, o antídoto é o “aqui e
agora”.

Práticas
de meditação ou simplesmente focar na respiração por 5 minutos ajudam a acalmar
o sistema nervoso.

2.  Ritual
de desconexão

Para
combater a insônia, crie um ambiente de paz antes de dormir.

Desligue
as telas, use óleos essenciais (como lavanda) e escreva suas preocupações em um
papel para tirá-las da cabeça, antes de deitar.

3. Busque
Ajuda Integrativa

Não
hesite em unir o tratamento médico tradicional com terapias complementares, como
a acupuntura, o reike ou a psicoterapia.

Tratar
o corpo e a alma, simultaneamente, acelera o processo de cura.

Se você colocar essas práticas
em ação e, ainda assim, a insônia persistir, tente aceitá-la sem questionar.

Às vezes, o que importa não é a quantidade de
horas na cama, mas a qualidade do sono.  

Vale muito mais poucas horas
de sono profundo e reparador do que várias horas de sono agitado.

O essencial é dormir o
suficiente para se sentir bem e produtivo no dia seguinte.

A maioria dos adultos precisa
de sete a nove horas de sono, mas essa necessidade é individual e varia
conforme a genética, rotina e faixa etária.

E você, sente que tem tido um
sono realmente reparador?


Referências Consultadas:


– DOMINGOS, Luciana.

Psicossomática: Introdução e
Conceitos
. Material didático – San Baoh Cursos e Terapias.

– DOMINGOS, Luciana.

Psicossomática (Apostila de
Introdução à Fitoterapia).
Curso de Terapia Holística – Instituto Saber
Consciente (ISC).

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