“O que a insônia pode revelar sobre a nossa saúde”. ❤️

 

 

O que afeta a qualidade do nosso sono

 

O que afeta a qualidade do nosso sono

 

Olá, pessoal!

 

Durante minhas pesquisas sobre sono e insônia, encontrei o e-book Healing Insomnia Naturally, do Dr. Ashish Srivastava e colaboradores.

 

Li uma parte do material, e algumas das ideias apresentadas me fizeram refletir ainda mais sobre o assunto.

 

A partir dessas reflexões, escrevi este texto, que reúne principalmente minha experiência pessoal, minhas opiniões e aquilo que tenho aprendido sobre o sono.

 

Uma das referências que me inspiraram para escrever este post.

 

A maior parte do conteúdo é baseada na minha experiência pessoal e nas minhas próprias reflexões sobre o sono.

 

Importante: este texto é um relato pessoal e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. Cada pessoa pode ter causas diferentes para suas dificuldades com o sono e deve procurar orientação profissional quando necessário.

 

Hoje quero falar sobre insônia e sobre alguns fatores que podem afetar a qualidade do nosso sono, um problema tão comum para muitas pessoas.

 

Quando o corpo pede descanso

 

Antes de começar, gostaria de relatar também que comecei a estudar o curso de Psicossomática, do Ser Psicólogo, e logo no início do curso me deparei com uma aula que abordava a relação entre insônia e aspectos psicossomáticos.

 

Na aula, também foi apresentada uma citação do psiquiatra alemão Johann Christian August Heinroth, relacionada à ideia de que a insônia poderia ter, em determinados casos, uma dimensão psicossomática e que diferentes fases da vida poderiam estar relacionadas às razões pelas quais uma pessoa apresenta dificuldades para dormir.

 

Esse assunto me fez refletir bastante.

 

Quando chego em casa cansada, uma das coisas que tenho procurado fazer é começar a me preparar para dormir.

 

É o que tenho feito ultimamente: chego em casa, janto e já começo a desacelerar.

 

Afinal, quando estamos muito cansados, nem sempre adianta insistir em realizar várias tarefas.

 

Nossa mente também precisa de descanso e, muitas vezes, não conseguimos produzir da mesma maneira.

 

Mas existe uma questão: eu durmo por pouco tempo, acordo no meio da noite e, depois, tenho bastante dificuldade para voltar a dormir.

 

Nesses momentos, muitas vezes fico deitada, mexo no celular, assisto a vídeos no YouTube e também escrevo. Inclusive, foi exatamente assim que comecei a escrever este texto.

 

Mas quero deixar claro: meu relato não é para ninguém copiar.

 

É apenas a minha experiência pessoal.

 

E foi justamente por viver isso que resolvi pesquisar mais sobre o assunto.

 

Quando comecei a investigar meu sono

 

Ao pesquisar sobre o assunto, encontrei o e-book Healing Insomnia Naturally e comecei a me aprofundar ainda mais em um tema que tem despertado minha atenção.

 

Estresse, rotina corrida, hábitos de vida, problemas de saúde e alterações respiratórias podem estar relacionados a dificuldades para dormir.

 

No meu caso, descobri que havia um fator muito importante que eu ainda não conhecia: a apneia do sono.

 

Este ano descobri que tenho apneia do sono grave.

 

Também, durante meu curso de Psicossomática, deparei-me com uma citação de Haynal e Passini (1983) que abordava a influência das emoções e das paixões amorosas sobre determinadas doenças.

 

A professora explicou que, no início do século XIX, havia concepções segundo as quais os indivíduos poderiam adoecer por questões relacionadas ao amor e às emoções.

 

Segundo essa perspectiva histórica, compositores, pintores e artistas, de modo geral, eram frequentemente associados a doenças pulmonares, como tuberculose e outros problemas respiratórios.

 

Essa discussão me fez pensar sobre a relação entre corpo, emoções e história de vida.

 

Porque isso depende muito da história de cada pessoa.

 

Ao assistir a essa aula, eu me identifiquei com o tema e concordei que nossas experiências emocionais podem fazer parte da maneira como vivenciamos determinados sintomas.

 

Eu tenho problemas respiratórios e me considero uma pessoa sensível, amorosa e até artística.

 

No meu caso, acredito que exista uma combinação de fatores.

 

Além dos aspectos emocionais que considero importantes na minha história, também tenho uma questão anatômica relacionada ao desvio de septo nasal, que procurei resolver por meio de cirurgia.

 

Minha cirurgia de desvio de septo nasal está completando um mês agora, no dia 24 de setembro de 2026.

 

Foi uma das melhores coisas que fiz.

 

Sentir o ar passar pelas narinas com mais facilidade é indescritível.

 

Se eu soubesse que seria assim, teria feito antes.

 

Na verdade, eu já havia realizado uma cirurgia de desvio de septo quando criança/pré-adolescente, mas não obtive o resultado esperado.

 

Não senti melhora e o pós-operatório foi frustrante.

 

Por isso, fiquei bastante resistente à ideia de realizar outra cirurgia.

 

Mas hoje os tempos são outros.

 

A Medicina avançou e, graças a Deus, dessa vez deu tudo certo.

 

Mesmo depois da cirurgia e de estar respirando melhor, porém, não percebi que meu sono tivesse melhorado completamente.

 

Continuo acordando de madrugada e, às vezes, até antes do horário habitual, sem conseguir voltar a dormir.

 

As causas podem ser variadas e podem envolver estresse, preocupações do dia a dia, o emocional, apneia do sono ou outros fatores que precisam ser investigados.

 

Mas percebi que o que influencia bastante a qualidade do sono é a qualidade e o material dos nossos lençóis, fronhas, roupas de dormir e também o tipo de travesseiro.

 

O ideal, na minha experiência, é optar por tecidos de algodão e escolher um travesseiro adequado às necessidades de cada pessoa.

 

Após a cirurgia de desvio de septo nasal, fiquei dormindo com um travesseiro pós-cirúrgico.

Depois de algum tempo, voltei a usar um travesseiro específico para apneia do sono e passei a utilizar o travesseiro pós-operatório para apoiar minhas pernas e pés. Dessa vez, essa opção deu certo para mim.

 

Eu vi isso na prática e funcionou comigo.

Depois da troca, senti que consegui relaxar mais e ter uma noite mais tranquila.

 

Mas uma coisa eu aprendi: não quero forçar o meu corpo. Quero respeitá-lo, escutá-lo e observar os sinais que ele me apresenta.

 

Quando estou cansada, procuro me deitar e não forçar meu corpo a continuar funcionando além dos meus limites.

 

Essas pequenas coisas também podem fazer diferença.

 

Outros fatores que podem influenciar o sono

 

Problemas hormonais, deficiências nutricionais, alterações de peso, preocupações, estresse, refeições muito próximas do horário de dormir, problemas respiratórios, apneia do sono e sedentarismo são alguns dos fatores que podem estar relacionados a dificuldades para dormir.

 

A primeira coisa que devemos fazer é observar quais desses aspectos podem estar presentes em nossa rotina, investigar as possíveis causas e procurar ajuda profissional quando necessário.

 

Muita coisa na vida exige que nós mudemos, tomemos atitudes e procuremos ajuda quando necessário.

 

Alimentação e estilo de vida

 

Também acredito que o estilo de vida pode ter um papel importante no nosso bem-estar.

 

Praticar atividades físicas regularmente, movimentar o corpo, cuidar da alimentação, aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, verduras, frutas e leguminosas e observar a quantidade e a qualidade das gorduras e dos açúcares que consumimos são atitudes que podem contribuir para uma vida mais saudável.

 

No meu caso, a alimentação vegetariana também passou a fazer parte dessa transformação.

 

Quando entrei nesse mundo, não foi da noite para o dia.

 

Foi um passo de cada vez.

 

Procurei me informar para ter certeza do que estava fazendo e, por isso, fiz alguns cursos antes sobre o assunto.

 

E, para fechar com chave de ouro, entrei em uma pós-graduação sobre nutrição vegetariana e vegana.

 

Ainda estou no início, mas já posso dizer que estou amando essa experiência e que, aos poucos, vou compartilhando com vocês aquilo que estou aprendendo.

 

Uma mudança que fiz: parei com o café funcional

 

Um hábito que mudei e que senti que valeu a pena foi parar de tomar café funcional.

 

Antes, eu era praticamente viciada.

 

Gostava do sabor e, principalmente, daquela sensação de despertar e ficar mais ativa.

 

Resolvi substituí-lo inicialmente pelo café descafeinado e, depois, por chás como camomila, erva-cidreira e cravo-da-índia.

 

E confesso que percebi uma diferença positiva na minha ansiedade.

 

Hoje me sinto mais calma e menos tensa do que antes.

 

Uma experiência que tive há pouco tempo foi com o matcha.

 

No curso internacional que fiz sobre alimentação à base de plantas, falaram muito bem sobre o matcha.

 

Eu nunca tinha provado e resolvi começar a adotá-lo na minha rotina.

 

Fiz a compra pela internet e, quando chegou, experimentei pela primeira vez.

 

Naquela noite, passei praticamente em claro.

 

Associei o que aconteceu ao matcha e resolvi fazer um novo teste.

 

Tomei novamente e aconteceu a mesma coisa.

 

Como eu já tenho dificuldades para dormir, percebi que, nos dias em que consumi matcha, minha insônia pareceu se agravar.

 

Isso faz sentido porque o matcha contém cafeína.

 

Para algumas pessoas, especialmente aquelas que são sensíveis à cafeína ou já apresentam dificuldades para dormir, o consumo pode atrapalhar o sono, principalmente quando acontece mais tarde.

 

Essa experiência me fez perceber ainda mais como precisamos observar a resposta individual do nosso organismo aos alimentos e bebidas que consumimos.

 

Por isso, prestem atenção no que vocês comem e bebem. Eu mesma tenho o hábito de ler os rótulos de tudo o que compro.

 

A cafeína é um estimulante e pode interferir no sono, principalmente quando consumida perto do horário de dormir.

 

Ter uma rotina também ajuda

 

Ter horários relativamente regulares para dormir e acordar pode ajudar a manter uma rotina de sono mais organizada.

 

Eu acredito muito em disciplina, mas também acredito que precisamos respeitar nossos limites.

 

Não adianta criar uma rotina perfeita no papel e não conseguir sustentá-la na vida real.

 

O importante é procurar fazer pequenas mudanças que sejam possíveis para nós.

 

E o estresse?

 

Para mim, esse é um dos pontos mais importantes.

 

A vida pode ser muito corrida.

 

Temos responsabilidades, problemas, preocupações, contas, trabalho, relacionamentos e tantas outras coisas que podem ocupar nossa cabeça.

 

E, quando chega a hora de dormir, muitas vezes o corpo está cansado, mas a mente continua trabalhando.

 

Por isso, acredito que precisamos aprender a não levar tudo tão a sério.

 

Precisamos aprender a deixar ir.

 

Deixar ser.

 

Nem sempre precisamos lutar contra tudo ao mesmo tempo.

 

Precisamos fazer a nossa parte e acreditar que algumas coisas vão se resolver no seu devido tempo.

 

Isso não significa ignorar os problemas, mas entender que não podemos controlar tudo.

 

Fazer tudo o que está ao nosso alcance já é suficiente.

 

Não precisamos dar conta de tudo ao mesmo tempo.

 

Podemos fazer as coisas por etapas, respeitando nosso próprio ritmo e acreditando que tudo tem seu tempo.

 

E nunca perder a fé.

 

Aprender a ouvir o próprio corpo

 

Quando o seu corpo estiver cansado, escute.

 

Não queira forçá-lo o tempo todo.

 

Relaxe.

 

Descanse a mente.

 

Uma mente descansada é fundamental para uma vida mais equilibrada e saudável.

 

Também acredito que relacionamentos saudáveis são importantes para nosso bem-estar emocional.

 

A maneira como nos relacionamos com as pessoas e como lidamos com nossas emoções também pode influenciar nossa qualidade de vida.

 

No final das contas, cuidar do sono não significa apenas pensar na hora em que vamos deitar.

 

É olhar para o conjunto: nossa saúde, nossa alimentação, nossa respiração, nossos hábitos, nossa rotina, nossas emoções, nossos relacionamentos e a maneira como estamos vivendo.

 

Quando estamos em paz com a vida, buscamos dormir em paz também.

 

Para finalizar…

 

Essas são algumas das minhas reflexões sobre o sono e sobre aquilo que tenho aprendido com a minha própria experiência.

 

Ainda estou aprendendo.

 

Ainda tenho coisas para melhorar.

 

Ainda estou tentando entender melhor o meu próprio corpo e encontrar uma rotina que funcione para mim.

 

Mas acredito que pequenas mudanças podem fazer diferença.

 

E, principalmente, acredito que devemos prestar atenção aos sinais que nosso corpo nos dá.

 

Se você também tem dificuldades para dormir, procure investigar as possíveis causas, converse com um profissional de saúde e observe seus próprios hábitos.

 

Não precisamos simplesmente aceitar uma noite mal dormida como algo normal.

 

Cuidar do sono também é cuidar da vida.

 

É isso, pessoal!

 

Essas são minhas reflexões.

TEspero que vocês tenham gostado e que este texto possa, de alguma maneira, fazer vocês refletirem sobre a importância de uma boa noite de sono.

 

Se gostaram, curtam e compartilhem com alguém que vocês acham que precisa ouvir essa mensagem também.

 

Até a próxima!

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